Economia

05/02/2019 Justiça determina paralisação na Mina de Brucutu, em São Gonçalo do Rio Abaixo

Está suspenso o lançamento de rejeitos em oito barragens da Vale em Minas Gerais

A Justiça determinou nessa segunda-feira (4) a suspensão do lançamento de rejeitos em oito barragens da Vale em Minas Gerais. A medida é resultado de uma ação civil pública movida pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), após o rompimento da Barragem I da Mina de Córrego do Feijão. A decisão impacta diretamente na operação da mina de Brucutu, em São Gonçalo do Rio Abaixo, na região Central de Minas Gerais.

A mina, que já foi considerada a maior em capacidade inicial de produção do mundo e é a maior do Estado atualmente, depende diretamente do descarte de rejeitos na barragem de Laranjeiras, uma das bloqueadas pela decisão judicial. O prefeito da cidade onde a mina funciona, Antônio Carlos Noronha Bicalho, afirmou que entre 80% e 90% das atividades do empreendimento foram paralisados. Segundo ele, a Vale informou sobre a parada das operações no último sábado. "Apenas produção de (minérios) finos segue normal", afirmou.

De acordo com a empresa, a paralisação das operações apenas dessa estrutura pode produzir um impacto de aproximadamente 30 milhões de toneladas de minério de ferro por ano. Diante do anúncio, as ações da Vale fecharam o dia com queda de 3,39%.

O presidente do Sindicato Metabase de Mariana, Ângelo Eleutério, que representa os trabalhadores da Mina de Brucutu, também confirmou a informação, acrescentando que inicialmente esta paralisação não estava prevista dentro do plano de descomissionamento anunciado na semana passada.

A ação tramita em segredo de Justiça. Nem o TJMG e nem o MPMG forneceram informações.
 

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