Cidades

25/01/2019 Levantamento aponta risco de epidemia de dengue em João Monlevade

A Vigilância em Saúde de João Monlevade constatou, por meio do Levantamento de Índice Rápido para o Aedes (LIRAa), que o município tem risco médio de enfrentar epidemias de dengue, chikungunya, zika e febre amarela em 2019. Essas doenças são transmitidas pelos mosquitos aedes aegypti e aedes albopictus.

O levantamento foi realizado pelos agentes de combate a endemias em 1.523 imóveis, de todos os bairros da cidade, de 14 a 18 de janeiro, conforme datas e porcentagem populacional calculados pelo Ministério da Saúde. A classificação de risco também segue metodologia do ministério. Em 75 residências foram encontrados focos. Em 61 delas, a presença do aedes aegypti foi confirmada. A atividade complementa os trabalhos de rotina do Programa Nacional de Combate à Dengue.

Os bairros com maior índice de infestação e recipientes propícios à proliferação dos vetores são: Carneirinhos, Belmonte, Rosário, Mangabeiras, Lourdes, República, Lucília, Nossa Senhora Aparecida, São Jorge, Vera Cruz, ABM, Monte Sagrado, Santa Cecília, Novo Cruzeiro, Cruzeiro Celeste, Planalto, Industrial, Cidade Nova, São Geraldo, Vila Tanque, Pedreira, Baú, Loanda, Ernestina Graciana e Ary de Oliveira.

Conforme as supervisoras de endemias, Renata Santos e Regina Célia Felicidade, a maioria dos focos está nas residências, em recipientes como caixas d´água, potes, baldes, pneus, plantas, lonas e vasos sanitários. “Ressaltamos que o trabalho é contínuo com visitas em ciclos bimensais, além de monitoramento quinzenal de pontos estratégicos como ferros velhos, reciclagens, cemitérios e oficinas”, afirmam as supervisoras.

Para a coordenadora da Vigilância em Saúde, Kátia Guimarães, “cada cidadão deve fazer a sua parte, eliminando os focos e mobilizando a família e a vizinhança. Com o resultado do Liraa, vamos intensificar as ações nos bairros onde foram encontrados maior número de focos, além de fazer mutirões de limpeza, em parceria com a Secretaria de Serviços Urbanos, nos bairros de maior risco”, disse Kátia.

Esse mês, a Vigilância em Saúde realizou várias palestras para sensibilizar e intensificar as ações de combate ao aedes aegpyti. Participaram enfermeiros, médicos, técnicos de enfermagem, agentes de combate a endemias e agentes de saúde.

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