Esporte

25/09/2018 Fórmula 1: um esporte entrando no século XXI

A Fórmula 1 era um esporte de elites que, em meio ao desenvolvimento da televisão na década de 1970 e sob a liderança de Bernie Ecclestone, um dos empresários mais notáveis e controversos do século XX, virou esporte mundial. Foi nessa época de glória que o Brasil conseguiu seus oito títulos de campeão de pilotos, entre 1972 e 1991.

Contudo, nos últimos anos, o esporte perdeu grande parte de sua popularidade. E isso não se explica pela morte de Senna; foi um golpe, certamente, mas qualquer esporte é sempre maior que cada um de seus atletas.

Liberty Media
A empresa que comprou os direitos de comercialização da Fórmula 1 vê grande valor na marca mas pretende fazer alterações na forma como o esporte é gerido. Muitos fãs consideram que, depois de anos de estagnação, a F1 está indo agora no caminho certo.

Mídias sociais
Era realmente anacrônica a forma como Ecclestone recusava que a Fórmula 1 tivesse canais oficiais no Facebook, Twitter ou YouTube. O “velho” considerava que a televisão era, tal como há 40 anos, o canal privilegiado para monetizar o esporte e a internet um negócio de jovens, sem dinheiro para pagar o que ele queria.

O risco, claro, seria alienar toda uma nova geração de fãs. É isso que a Liberty Media quer evitar, e não há falta de conteúdos atualizados e oficiais nos canais do esporte.

Apostas esportivas
A última notícia aponta para a assinatura de um acordo entre a Liberty Media e duas empresas ligadas ao setor das apostas esportivas, o Interregional Sports Group e o SportRadar. As apostas esportivas vêm crescendo imenso a nível mundial, principalmente ligadas ao futebol mas também chegando a outros esportes. No Brasil, basta ver sites como o apostasbrazil.com.br para se compreender como é fácil acessar às mais diversas modalidades e competições e apostar a partir de qualquer computador ou celular com acesso à internet.

Com este negócio, que tem a duração de 5 anos, a Liberty Media pretende melhorar o engajamento dos fãs e, claro, conseguir uma fonte extra de receita.

O problema do dinheiro
Um dos problemas da Fórmula 1 atual é que a participação se tornou demasiado dependente do dinheiro, tanto para pilotos como para equipes. É certo que sempre foi necessário ter algum dinheiro para começar, pois para corridas de carros precisa mais que um par de chuteiras, mas tudo isso deriva da forma como o esporte veio evoluindo. Muitos criticam a gerência de Ecclestone, que serviu sob as ordens dos anteriores “donos” da Fórmula 1, a empresa de investimentos CVC, que se limitou a retirar dinheiro do esporte sem prever seu futuro.

A Liberty Media ainda não teve o tempo necessário para fazer com que o esporte seja mais equilibrado e competitivo, tal como o futebol europeu é atualmente. (Há quem diga que o futebol europeu está fazendo o caminho inverso, e se tornando mais e mais dependente de influências de fora do campo, mas essa é outra questão.) Mas essa é a intenção, para que, no futuro, pilotos com óbvio talento como Esteban Ocon não corram o risco de ficar de fora.
 

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