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09/06/2018 Avó enterra índia recém-nascida viva e bebê sobrevive

Uma índia nascida no estado do Mato Grosso sobreviveu após passar sete horas debaixo da terra, ao ser enterrada viva por sua família, informaram nesta quinta-feira (7) procuradores que investigam o caso.

Na terça-feira, uma enfermeira avisou às autoridades que a bebê havia sido enterrada pouco depois de nascer, na própria terça, no Parque Nacional Xingu.

A polícia divulgou um vídeo no qual é possível ver os agentes cavando, durante a noite, um pequeno buraco de onde tiram o bebê, ainda com o cordão umbilical.

A avó da menina, da etnia Kamayura, foi detida, informou o procurador Paulo Roberto do Prado.

A criança está internada desde quarta-feira (6) em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal da Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá.

O boletim médico, divulgado no final da manhã dessa sexta-feira, aponta que a menina teve insuficiência respiratória e, por isso, foi entubada e respira com a ajuda de aparelhos.

A recém-nascida foi levada na quarta-feira para Cuiabá, capital do Mato Grosso, onde foi colocada em uma Unidade de Terapia Intensiva neonatal.

Ainda segundo a Santa Casa, a criança apresentou sangramento digestivo e infecção.

Por conta desse quadro de saúde, os médicos anunciaram que a recém-nascida passará por uma intervenção cirúrgica para colocar um cateter que deve tratar uma insuficiência renal.

A família da menina foi interrogada com a participação de um antropólogo, de um psicólogo e de representantes da Fundação Nacional do Índio (Funai).

Um dos objetivos era esclarecer se as “razões antropológicas” motivaram a ação, assinalou Do Prado.

A família explicou à Polícia que a menina caiu de cabeça logo que sua mãe deu à luz no banheiro. No entanto, as autoridades suspeitam que não seja verdade.

“Pelo fato do pai não assumir a criança e a mãe ter apenas 15 anos, há suspeitas de que tenham tentado matar a recém-nascida”, opinou a Polícia.

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