Polícia

11/10/2017 Ipatinga recebe o 8º encontro para discutir Polícia Comunitária no Estado

A ação é promovida pelo Estado, via Secretaria de Segurança Pública, e conta com a presença de profissionais da área da segurança e da sociedade civil

O que é polícia comunitária e como funciona a polícia cidadã? Estas são as primeiras perguntas que a sociedade faz quando ouve falar do assunto. Pensando nisso, durante toda esta terça-feira (10), cerca de 100 profissionais, entre policiais civis e militares, bombeiros e representantes da sociedade civil se reuniram em Ipatinga, no Território Vale do Aço, para discutir a filosofia e as estratégias de polícia comunitária já desenvolvidas na região durante o Encontro Regional de Polícia Comunitária.

O evento, promovido pelo Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) e da Escola Integrada de Segurança Pública, tem por objetivo estreitar o elo entre a população e as polícias. Dessa forma, espera-se sempre contribuir para elucidar questões sobre como - e de que forma 0 a polícia pode trabalhar junto à comunidade, identificando, priorizando e resolvendo problemas.

Até o próximo ano, a previsão da Sesp é capacitar cerca de 1.800 profissionais em todas as 19 Regiões Integradas de Segurança Pública (Risps) de Minas. Ipatinga é a oitava cidade do estado a sediar o evento, que já aconteceu em Belo Horizonte, Contagem, Vespasiano, Teófilo Otoni, Unaí, Divinópolis e Montes Claros.

Experiências da Polícia Civil, Corpo de Bombeiros e Polícia Militar foram compartilhadas até o fim do dia, assim como o conceito de polícia comunitária e de aproximação da comunidade, de forma participativa, por meio de palestras.

A diretora de Ensino Integrado da Sesp, Shirley Ferreira, representou a Sesp no encontro e destacou a importância da realização de debates como o desta terça-feira (10/10), sobretudo para fomentar discussões pautadas na aproximação das polícias com a comunidade, e também na integração e participação de vários órgãos e instituições em busca da redução da criminalidade.

“Hoje, aqui, discutimos o papel e a função de cada um para a gente alcançar o objetivo de proporcionar uma segurança melhor para a população, e isso inclui a participação da comunidade, inclusive. Vamos conseguir reduzir a criminalidade quando trabalharmos juntos, com esforços conjuntos, articulados e estratégicos,” ressaltou.

O comandante do 14º Batalhão de Polícia Militar, tenente coronel Juliano Dias, reforçou a ideia de que o caminho para melhorar a segurança pública é a união e discussão entre sociedade e forças de segurança.

“Acredito que não há outro caminho que não seja o da polícia comunitária para resolver os problemas de segurança pública. Ouvir a comunidade e conhecer suas necessidades e anseios é essencial para que possamos prestar, cada vez mais, um serviço melhor e mais eficiente a todos”, comentou.

Palestras

A primeira palestra do evento foi sobre “Polícia Comunitária: conceito, mobilização e troca de experiências”, ministrada pelo tenente da Polícia Militar, Lázaro de Assis Filho, pelo subtenente da Polícia Militar, Alexandre Moreira, e pelo tenente do Corpo de Bombeiros Militar, Leonardo Schrim.

No período da tarde, a temática “Mediação e Resolução Pacífica de Conflitos/Práticas de Polícia Comunitária” foi ministrada pela investigadora da Polícia Civil, Renata Ferreira.

No encerramento das atividades do dia, a palestra “Participação Social e Segurança Pública” abordou a compreensão da segurança pública como essencial para a construção de um processo de mudança em prol de todos os grupos que compõe a vida em sociedade. Nesta apresentação, participaram a presidente do Consep VII – Ipatinga, Maria Julia Bomfim, e a ativista de Direitos Humanos, Maura Gerbi, que também é membro do Comitê Popular em Defesa da Democracia – Vale do Aço.

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