Polícia

11/08/2017 Fuga de bandidos do Rio preocupa MG, e PM reforça segurança na divisa

As ações contra violência no Rio de Janeiro podem ter reflexos em Minas Gerais e isso preocupa a Polícia Militar, que começou nesta semana uma operação em pontos estratégicos na divisa dos dois Estados. A ação foi apresentada nesta sexta-feira (11) pela Força de Segurança de Minas durante reunião da Câmara de Coordenação das Políticas de Segurança Pública do Estado.

A PMMG faz operações diárias em 21 pontos na divisa com o Rio de Janeiro como forma de impedir a fuga de criminosos daquele Estado para Minas. A Força Nacional de Segurança está em terras fluminenses desde maio.

Explosões de caixas
Outra preocupação da PM é com as explosões de caixas eletrônicos. Apesar da redução deste tipo de crime ter caído 34% no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado, os ataques estão mais violentes em cidades pacatas do interior. Lá predomina o que o comandante geral da PM, Helbert Figueiró, chama de "terror social".

Muitas quadrilhas que atacam as agências são de outros Estados, segundo ele. E, para acabar, com o "novo cangaço" a PM está mapeando quadrilhas e efetuando prisões de criminosos.

Os números
Minas Gerais fechou o primeiro semestre de 2017 com queda de 8% nos índices de roubo e de 4% nos homicídios. Os crimes de roubo, que subiram seguidamente por seis anos, caíram em relação ao primeiro semestre de 2016, mas ainda são maiores do que o mesmo período de quatro anos atrás. Somente os crimes de estupro a vulnerável consumado e tentado aumentaram 13,71% e 9,88% respectivamente.

O número de vítimas de homicídios caiu 4% em todo o Estado. Em 70,4% dos municípios do interior, não houve registro deste tipo de crime, mantiveram ou reduziram os seus índices.

O aumento
Ao todo, 12 tipos de crimes foram monitorados em Belo Horizonte e no interior. Na capital, houve queda em oito deles. Os homicídios caíram 10,6% e os roubos tiveram queda de 14%. Também em Belo Horizonte as lesões corporais consumadas aumentaram 10,52%. O estupro consumado subiu 2,44% e o estupro a vulnerável consumado aumentou 10,74%.

Também aumentaram em BH a tentativa de estupros a pessoas vulneráveis. O aumento foi de 7,69%. São vítimas como crianças ou portadores de alguma doença que não podem se defender do agressor. (O Tempo)

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