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18/04/2017 Substância cancerígena é achada em bijuterias folhadas de Rommanel e mais 5 marcas

A Associação de Consumidores Proteste avaliou nove marcas de bijuterias folheadas a ouro e divulgou que seis delas possuem produtos com substância tóxica em sua composição, o cádmio.

O cádmio é uma substância tóxica que pode gerar disfunções renais em quem entra em contato com este metal pesado, além de ser um agente cancerígeno. Também tem impacto negativo no ambiente, por contaminar o solo, se descartado irregularmente.

A entidade analisou principalmente anéis e apenas um pingente.

Quantidade autorizada
Apesar da preocupação em relação à saúde de quem usa este tipo de bijuterias, as marcas não serão penalizadas. Isto porque o Inmetro regulamentou a quantidade de cádmio e de chumbo em bijuterias e joias em 2016, mas a nova regra só passará a valer em 2019.

Até lá, as marcas estão em período de adaptação às normas que determinam que as bijus só poderão ter concentrações máximas de 0,01% de cádmio e 0,03% de chumbo.

A Proteste pede para que esse prazo seja antecipado, já que o contato com o cádmio é um risco à saúde das pessoas que usam este tipo de bijuteria.

Marcas de folheados com cádmio

A Proteste identificou seis marcas que contêm cádmio. As marcas Morana e 18K, também avaliadas no teste, não apresentaram problemas.

Uma das marcas sequer pôde ser classificada como folheado e foi eliminada do teste por fraude.

Rommanel
Naka
Gaya
Osher King Box
Shalon Joias
My Gloss
Marca eliminada por fraude
Segundo a Proteste, as amostras da marca Plínio Joias não alcançaram o valor mínimo necessário para ser classificado como folheadas e, por isso, a marca foi eliminada do teste por fraude.

O que é uma bijuteria folheada
A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) explica que para um produto ser considerado folheado, ele precisa ter, pelo menos, 2 milésimos de ouro fino em sua massa total.

Nesta categoria, a Rommanel teve desempenho superior, com 5 milésimos de ouro fino em relação ao total.

Posicionamento das marcas
Até o fechamento desta matéria, apenas as marcas Rommanel e MyGloss se posicionaram em relação ao caso.

Em nota oficial, a Rommanel esclarece que segue a atual legislação brasileira, que não proíbe a utilização de cádmio. Mas, ciente da atualização prevista para 2019, “já tem adaptado sua equipe e produção para o novo formato, fazendo com que as peças sejam produzidas sem a presença deste componente químico”. De todo modo, a Rommanel ainda frisa que “a presença de cádmio nas peças é mínima diante da quantidade de ouro manuseado”. A marca “contesta este teste e informa que já está providenciando novas análises”.

A MyGloss afirma que todos os seus produtos, feitos de diversos materiais e banhos diferentes, “acompanham certificado de procedência pois estão comprometidos com a qualidade das peças”.

(Vix)

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