Opinião

20/11/2015 Dor de cabeça no Planalto

Moradia digna com água e luz é o mínimo que a população precisa e tem direito

As casas populares do residencial Planalto, em João Monlevade, entregues com atraso por causa de paralisação das obras – ainda no início – estão rendendo dor de cabeça aos
moradores beneficiados. Falta de fiação elétrica, vaso sanitário, tanques, muros e janelas são alguns dos principais problemas apontados no bairro novo. Questões essas que
precisam ser solucionadas com rapidez para garantir, pelo menos, o mínimo de dignidade às quase 3 mil pessoas que vão morar no local.

Muita gente chegou a comemorar a possibilidade de deixar de viver de aluguel ou em área de risco para se mudar para uma casa nova. Mas, passado pouco mais de um mês, o
que se vê são residências ainda sem morador e abandonadas, com vidros quebrados, sistema de aquecimento solar danificado e erosões provocadas por enxurrada. O investimento
para a construção do novo bairro foi alto- mais de R$ 50 milhões - e a qualidade das moradias, infelizmente são questionáveis.

O programa habitacional em João Monlevade ganhou “vários pais”. Muitos políticos vieram à cidade no dia da inauguração do Planalto para festejar a conquista. Mas, e agora? Como o povo fica? As casas não foram doadas. Prestações de financiamento deverão ser quitadas ao longo de dez anos e, até então, são poucos os que estão ajudando na solução desses problemas. Moradia digna com água e luz é o mínimo que a população precisa e tem direito. Mais ação dos governantes e responsáveis pode garantir isso.

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