Opinião

23/10/2015 Cabo de guerra: Sintramon, PT e o fechamento do PA

Cada um puxando para um lado, não vai chegar a lugar algum

O tumulto que se formou durante a reunião da Câmara, na última quarta-feira (21), por causa do fechamento do Pronto Atendimento Municipal (PA), até que já era esperado pela equipe de base do governo Teófilo Torres (PSDB). O que surpreendeu aos presentes foi a necessária intervenção da Polícia Militar devido a discussões acaloradas no estilo cada um defendendo o seu lado.
 
Primeiro, o presidente do Sintramon, defendendo a necessidade do fechamento do Pronto Atendimento por falta de estrutura, o que vinha causando danos à saúde dos funcionários e pacientes. Depois, a líder comunitária e ex-vereadora Filinha, apoiada por Gentil Bicalho (ex-vereador e presidente do PT na cidade) afirmando vão lutar para que a unidade volte a atender no mesmo local, aonde o Sintramon vem reprovando veemente. Faltou integração entre os dois opositores. 
 
É preciso coerência em tudo, inclusive para se fazer oposição. Caso contrário, o “tiro” pode sair pula culatra, literalmente, e foi o que aconteceu na reunião passada do Legislativo Municipal.
Ao invés de um “cabo de guerra”, onde cada um puxa para um lado, faltou ao PT e ao Sintramon uma estratégia coerente de como iriam abordar a questão para ganharem o apoio da sociedade. Aquela usada, de que os dois órgãos, fazendo uso da tribuna, iriam pressionar os parlamentares, não funcionou.
 
Mas onde entra a polícia nessa história? Bom, depois dos discursos do Sintramon e da ex-vereadora, foi a vez do líder do prefeito Sinval Dias defender a administração. Ai e caldo entornou. O vereador tucano conseguiu irritar o presidente do PT que estava na plateia culpado a sigla pela confusão no PA. Sinval argumentou que foi no governo PT/PV (gestão passada) que foi realizada a transferência do PA para o local que foi idealizado para abrigar o novo hospital Santa Madalena.
 
Gentil (que desrespeitou o Regimento Interno da Câmara) e o PT perderam a razão e, por muito pouco, o presidente da legenda não saiu de lá preso. Isso só não aconteceu graças ao assessor jurídico da Casa, Silvan Pelágio, que orientou o tucano Sinval a não registrar o Boletim de Ocorrências por desacato, o que amenizou os danos, tanto para Gentil quanto para a Câmara Municipal. Bate boca desnecessário e que não chegou a lugar algum. 
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