Opinião

10/07/2015 O buraco e a inércia para solucionar a questão

Prefeitura diz que não tem dinheiro para obra e ArcelorMittal alega não ter sido procurada

Pela terceira vez, moradores do Areia Preta organizaram manifestação
Pela terceira vez, moradores do Areia Preta organizaram manifestação
No jogo de empurra sobre de quem é a responsabilidade do reparo da cratera na avenida Getúlio Vargas, no bairro Areia Preta, quem vai acabar caindo no buraco são os moradores. Não demora muito para que o fragilizado terreno ceda ainda mais, antes mesmo de máquinas e operários chegarem para as obras.
 
A Prefeitura de João Monlevade adiantou: não tem dinheiro para o reparo que beira os R$ 4 milhões (e que com pechincha pode baixar R$ 1 milhão). Neste mesmo lado, a administração alega que tem procurado os governos estadual e federal para intermediar os recursos e também a ArcelorMital, já que a empresa seria uma das prejudicadas com a interrupção do trânsito no local.
 
No entanto, nesta semana, por meio da Assessoria de Comunicação, a ArcelorMital, informou que não recebeu nenhum pedido de ajuda oficial e que não há negociações entre a empresa e a administração pública para as obras de reparo.
 
A afirmação contradiz tudo o que a administração tem falado até agora e expõe ainda mais a falta de vontade política da atual gestão para sanar o problema. A pergunta que fica no ar é apenas uma: “como em quase dois anos a ArcelorMittal não foi procurada pela Prefeitura para discutir a questão?” Ao que parece, é a população sendo feita de boba mais uma vez. Enquanto isso, a administração prepara a Cavalgada da cidade ao custo de R$ 380 mil enquanto os pobres moradores do Areia Preta protestam, gritam, levantam cartazes e param o trânsito. Tudo em vão.
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